UFCA firma convênio com o IABS e IESA - Campus Icó irá ser beneficiado

O vice-reitor da Universidade Federal do Cariri [UFCA], Ricardo Luiz Lange Ness, e o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade [IABS], Luís Tadeu Assad, assinaram, na última segunda-feira [16], no Centro Xingó de Convivência com o Semiárido, em Piranhas, Alagoas, acordo de cooperação técnica, acadêmica e institucional.

O termo foi firmado durante a abertura do I Seminário Internacional de Convivência com o Semiárido. A professora e diretora do Instituto de Estudos do Semiárido [IESA], da UFCA, Polliana de Luna Nunes Barreto, proferiu a aula de abertura do seminário. O IESA integra o Campus Icó da UFCA.

A inauguração do Centro Xingó de Convivência com o Semiárido englobou dois encontros – o I Seminário Internacional de Convivência com o Semiárido e o Primeiro Curso Internacional de Especialização em Convivência com o Semiárido. Os dois eventos reuniram professores, técnicos, pesquisadores e estudantes do Brasil, Argentina, Itália e Espanha.

UFCA esteve presente com professores, técnicos e doze alunos do Bacharelado em História, em Icó, e do Mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável [PRODER].  A professora e diretora do IESA, Polliana de Luna Barreto, abriu o evento apresentando a UFCA, uma universidade no sertão. Ela apresentou as unidades acadêmicas da UFCA, seus grupos de pesquisas, os campi – Juazeiro, Barbalha, Crato, Brejo Santo e Icó – focando, principalmente, na expansão da instituição e na sua forte relação com o semiárido através de grupos de pesquisas, como a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares e Solidários [ITEPS], do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional Sustentável [PRODER] e do Laboratório de Estudos Avançados em Desenvolvimento Regional do Semiárido [LEADERS].

“Acreditamos no sonho – disse a diretora -, implemetamos ideias com o objetivo de substituir a competição pela cooperação”. A professora Polliana, ao falar da estrutura da UFCA, explanou sobre os quatro eixos da instituição – o Ensino, a Pesquisa, a Extensão e a Cultura - “eixos completamente integrados”. E a recente expansão da UFCA – com os campi de Icó e Brejo Santo - “acreditamos numa educação contextualizada, com o envolvimento real da comunidade, requalificando o território, valorizando as pessoas e buscando a alteridade”.

“Em Brejo Santo, criamos um Instituto de Formação de Educadores com uma Licenciatura em Ciências Naturais e, em Icó, o Instituto de Estudos do Semiárido [IESA], com os Bacharelados em História com ênfases em Gestão do Patrimônio Cultural e Gestão do Patrimônio Socioambiental. […] Afirmo que tudo que temos hoje na universidade – e não estou exagerando – é resultado das pesquisas, das reflexões em grupos de trabalho, dos debates ainda travados quando éramos Universidade Federal do Ceará, quando começamos a pensar a universidade dentro do Semiárido. Por isso, temos o IESA, uma unidade acadêmica voltado para o Semiárido. O ponto alto da cultura do sertanejo é a cooperação. Não é à toa que projetos com foco na cooperação dão certo”, disse Polliana.

TECNOLOGIAS E CADEIAS PRODUTIVAS - O I Seminário Internacional de Convivência com o Semiárido reuniu palestrantes do Brasil e de outros países. Nos dois dias de seminário – 15 e 16 de setembro – os participantes debateram práticas e tecnologias de baixa e alta complexidades com foco na convivência com o semiárido – cisternas, higiene, alimentação, geração de energia. comunicação, cadeia de turismo, combate à desertificação, estocagem etc.

Outro ponto importante do seminário foram as experiências implantadas em países da América Latina e da África, realizadas pelo Centro de Inovação Tecnológica para o Desenvolvimento Humano da Universidade Politécnica de Madrid. As discussões entre conferencistas e uma atenta plateia formada por proressores, pesquisadores, técnicos, estudantes e agricultures concentraram-se, principalmente, no acesso à agua e às diversas formas de convivência com o semiárido. Debateu-se ainda arranjos produtivos locais [APLs], como Apicultura, Piscicultura e Ovinocaprinocultura.

CURSO - O primeiro ato do acordo de cooperaçao entre a Universidade Federal do Cariri [UFCA] e o Instituto Brasileiro de Sustentabilidade [IABS] - foi a realização do I Curso Internacional de Convivência com o Semiárido, ministrado por professores nacionais e internacionais. Com duração de seis meses, o curso abordará tecnologias sociais e práticas inovadoras, inclusão produtiva, meio ambiente e mudanças climáticas no Semiárido.
Duas alunas do PRODER da UFCA foram selecionadas para realizarem o curso a partir das pesquisas que vêm desenvolvendo. Adélia Alencar Brasil estuda o “Protagonismo Feminino no Semiárido”. Filha de agricultores, Adélia conhece bem a região. “Estudo hoje com alegria o lugar onde vivo com a minha família”, diz. E Eva Regina do Nascimento, com a pesquisa “A Relação da Gestão de Água e o Desenvolvimento Sustentável”.

O curso reúne 32 alunos do Brasil e do exterior. A UFCA, juntamente com o IABS, emitirão os certificados. O diretor-presidente do IABS, Luis Tadeu Assad, afirmou que a parceira com a UFCA é das mais instigantes, pois a intistuição é voltada para o semiárido e tem um quadro de pesquisadores que contribuem de forma promissora para a região. Tadeu Assad lembrou que a UFCA foi parceira de primerio momento, pois, “desde o início, prontificou-se em construir um espaço comum de contribuição com o IABS e a inauguração do Centro Xingó de Convivência com o Semiárido”.

O Centro Xingó de Convivência com o Semiárido ocupa uma área de 70 hectares, no município de Piranhas, Alagoas. O objetivo principal é implementar ações voltadas para o desenvolvimento da região e promover uma troca e geração de conhecimento. O complexo tem uma casa de apoio aos agricultores, laboratórios, salas para cursos, auditórios, galpões de avicultura, cisternas de bica e de placa para reserva de água e uma biofábrica para produção de sementes e de mudas.

A Universidade Federal do Cariri compõe o núcleo gestor do Centro Xingó, através do Instituto de Estudos do Semiárido [IESA], ao lado de outras instituições nacionais e internacionais, como o Centro de Inovação em Tecnologias para o Desenvolvimento Humano da Universidade Politécnica de Madrid, o Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento [AECID], o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade-IABS, Rede GenteSan, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade [IABS], Fundo de Cooperação para Água e Saneamento [FCAS], Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura-IICA e os Ministérios do Meio Ambiente e da Integração.

* Com informações da UFCA Notícias
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Publicado por IN

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