Mais de 100 vaqueiros participam do IV Dia do Vaqueiro Icoense

A meta estipulada pela organização do IV Dia do Vaqueiro Icoense foi ultrapassada, quando foi anotada a presença de mais de 100 cavaleiros na 4ª edição da cavalgada.

O encontro dos vaqueiros, realizado pela Associação Filhos e Amigos de Icó, aconteceu no último sábado [7] e a cada edição aumenta na participação na cavalgada e na chegada, no Parque de Vaquejada Nana Perotto.

O percurso teve início  na rua Desembargador José Bastos, nas seculares tamarindeiras, saindo pelas principais ruas, becos e avenidas da cidade de Icó e chegando no Parque Nana Perotto.

Durante o percurso, aboios de Renê de Altino se misturaram às músicas de Galego Aboiador, Alcymar Monteiro, Flávio José, Fagner, Luiz Gonzaga, dentre outros, além de Dominguinhos, que ganhou homenagem póstuma neste ano.

Na chegada da cavalgada, foi realizada uma bênção em ação de graças pelo Frei Leonardo e homenageados os vaqueiros idosos Antônio Fialho, José Cândido e Neco Pontes, que prestaram relevantes serviços à sociedade local e regional.

Ainda foram distribuídas sementes de moringa, em uma parceria com o CVT de Icó e foi ofertado um lauto almoço aos presentes, que ainda ouviram o forró pé-de-serra do "Som do Nordeste", do Conjunto Beta, da zona rural de Icó.

O VAQUEIRO ICOENSE - Realizado em 25 de outubro de 1941, no aniversário do Município, pelo então intendente de Icó, Danilo Prado, o evento reverenciava a figura que formou o povoado do Icó no século XVIII, que tornar-se-ia mais tarde Vila e Cidade.

O fato foi vivido e contado pelo historiador local Miguel Porfírio [in memoriam] e passou durante 70 anos sem realização, até o ano de 2011, quando a AMICÓ retomou a reverência a um dos pilares da construção do povoado à margem do Salgado, que cresceu através da criação do gado e comercialização do charque.

O registro mais antigo do trabalho do vaqueiro em terras icoenses é de 1719 quando, nas imediações de Icó, já haviam fazendeiros com quatro mil rezes. 

Da ribeira, a produção era destinada à Aracati [CE], um dos principais portos da época, além dos estados de Bahia, Pernambuco e Paraíba. O fato tornou, na época, as terras icoenses um entreposto comercial da província do Siará.

MARCA DO EVENTO - A partir da edição deste ano, o IV Dia do Vaqueiro Icoense criou  uma logomarca fixa com a identificação do evento feito por letras de marcar o gado e ao redor do nome da cavalgada apresenta um círculo que remonta à época das boiadas e representava a marca do gado do Icó, que na época era conhecido como Icó de Nossa Senhora do Ó, hoje Nossa Senhora da Expectação.
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Publicado por Jornalismo

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