Eliane Novais apresenta reivindicações de metroviários

A deputada Eliane Novais [PSB] fez pronunciamento na última quarta-feira [26], durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa, para destacar a presença dos metroviários no Legislativo, “num movimento pacífico, em busca de um diálogo com o Governo Estadual”. 

Segundo a parlamentar, a categoria profissional está enfrentando difícil situação financeira, com vencimentos bem inferiores aos dos trabalhadores de metrôs em outros estados do País.

Eliane revelou que percorreu as estações do Metrofor para constatar in loco as reclamações dos profissionais. “A Linha Sul, que foi inaugurada mais recentemente e está há dois anos em fase de testes, em operação assistida, está enfrentando uma série de problemas. É preciso expor a difícil e dura realidade vivenciada pelos metroviários de Fortaleza”, acentuou.

Segundo a deputada, a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos [Metrofor] conta hoje com 260 empregados de carreira, que foram contratados pela RFFSA e CBTU e, em 2002, foram transferidos para o Metrofor. 

“Vale destacar que nenhum dos 260 empregados de carreira pediu para ser transferido ou foi pelo menos consultado se queria trabalhar no Metrofor. Isto significa que, se os empregados não tivessem sido transferidos, o Metrofor não teria entrado em funcionamento. O mais grave é que cerca de 50 desses trabalhadores já estão aposentados”, ressaltou.

Conforme relatou a parlamentar, os empregados estão enfrentando, além de baixos salários, o desrespeito profissional e a falta de condições mínimas de trabalho. “Esses trabalhadores lutam ainda por um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salário. Hoje eles são empregados regidos pela CLT e foram enquadrados na Lei Estadual 13.770/2006, aprovada na Assembleia, que criou o PCC dos concursados da CBTU que foram transferidos para o Metrofor”, disse. 

A deputada frisou que, ao se comparar os salários dos condutores de trem do País, o maquinista do Ceará ganha R$ 980,00, enquanto que em Pernambuco e Minas Gerais o salário base é R$ 2.258,00. “Esses dados decepcionam e entristecem ainda mais os empregados de carreira do Ceará, pois, se esses empregados não tivessem sido transferidos da CBTU para o Metrofor, em 2002, o maquinista estaria ganhando o equivalente aos que trabalham em Pernambuco e Minas Gerais, já que a CBTU ainda administra e opera o transporte sobre trilhos nesses estados”, ressaltou a parlamentar.

Eliane informou ainda que os metroviários reivindicam a revisão do Plano de Cargos e Carreiras ou mesmo a nulidade da Lei Estadual aprovada em 2006, que instituiu o PCC. Ela defendeu ainda a realização de um concurso público, tendo em vista que não há trabalhadores para fazer a Linha Sul sair da fase de testes e funcionar durante o dia todo.

“Vale ressaltar que, na Linha Sul, mesmo sendo a mais recente, quase todos os dias o metrô apresenta problemas operacionais e de manutenção que colocam em risco diário passageiros e operários do metrô. A imprensa já noticiou alguns casos. Os trabalhadores do metrô também já foram vítimas da revolta de passageiros, inclusive com ameaças de linchamentos, por culpa de falhas estruturais das linhas do metrô”, pontuou. 


* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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Publicado por Jornalismo

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