VIII Edital Carnaval do Ceará: resultado final com relação de 59 projetos habilitados

A Secretaria da Cultura do Estado divulga o resultado final do VIII Edital Carnaval do Ceará, com a relação de 59 projetos habilitados, sendo 28 de Fortaleza e 31 de municípios da região metropolitana ou do interior do Estado. 

De acordo com as novas regras instituídas pelo Governo do Estado para o estabelecimento de convênios, os projetos habilitados deverão estar inscritos no Cadastro Geral de Parceiros no Sistema de Convênios e Congêneres. 

O cadastramento dos projetos habilitados terá início nessa quarta-feira [26] e deverá ser realizado pela própria Secult, por meio do Sistema de Incentivo Estadual de Cultura [Siec]. Para mais informações, os proponentes e/ou responsáveis pelos projetos devem ligar para o telefone [85] 3101.6770.

O VIII Edital Carnaval do Ceará foi lançado no dia 31 de janeiro, com recursos totais de R$ 1.060.000,00, para apoiar financeiramente projetos de programação e agremiações carnavalescas em 2014. Para os projetos de programação, serão destinados R$ 428.000,00. Já o apoio financeiro às agremiações carnavalescas envolve R$ 632.000,00. O prazo de inscrições de projetos se encerrou no dia 10 de fevereiro.

Como programação carnavalesca são consideradas as manifestações populares dedicadas a diversão, folias e folguedos, realizadas entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março, voltadas à manutenção do carnaval cearense. Como agremiações estão os grupos organizados com características peculiares, distribuídos nas categorias de maracatus, escolas de samba, blocos, cordões e afoxés.

Dos 59 projetos habilitados no VIII Edital Carnaval do Ceará, 28 são de Fortaleza e 31 do interior do Estado. Da capital, foram habilitados dez projetos de programação carnavalesca, cinco de grupos de maracatu, mais cinco de escolas de samba, além de quatro de blocos, dois de cordões e dois de afoxés. Entre os projetos do interior, foram habilitados 11 de programação carnavalesca, além de três de grupos de maracatu, mais três de escolas de samba, 12 de blocos e dois de cordões.

Além de Fortaleza, estão contemplados projetos de 31 municípios do interior e região metropolitana - Aquiraz, Barbalha, Baturité, Canindé, Cariré, Cascavel, Crateús, Guaraciaba do Norte, Horizonte, Ibaretama, Icó, Itaitinga, Itapipoca, Itapiúna, Jaguaruana, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Milhã, Maracanaú, Maranguape, Novo Oriente, Pacajus, Pentecoste, Pindoretama, Quixadá, Senador Pompeu, Sobral, Solonópole, Tabuleiro do Norte, Tauá e Tianguá.

AGREMIAÇÕES CARNAVALESCAS As agremiações carnavalescas são os grupos organizados com características peculiares, distribuídos nas categorias de maracatus, escolas de samba, blocos, cordões e afoxés. 

Os maracatus reúnem brincantes em cortejo que desfilam ao ritmo do batuque, entoando loas e tendo à frente uma baliza e um porta-estandarte. São divididos em alas formadas por índios, batuque, baianas, balaieiro, calunga, preta e preto velhos e a corte representada por rainha e rei, princesa e príncipe e serviçais portando sombrinhas, incensos e abanadores. O momento ápice do maracatu é a coroação da rainha.

As escolas de samba são formadas por brincantes fantasiados que desfilam ao som de um samba-enredo cantado por um puxador e executado por uma bateria. O grupo se constitui por comissão de frente, mestre-sala, porta-bandeira, abre-alas, passistas e bateria. As escolas de samba são divididas em alas e têm carros alegóricos com seus respectivos destaques.

Os blocos carnavalescos são grupos de brincantes que desfilam divididos ou não em alas, conduzidos por um porta-estandarte, ao som de uma banda de música, charanga ou bateria. Os blocos se diferenciam pelas fantasias e irreverência. Já os cordões reúnem os brincantes fantasiados ao som de uma banda de sopro. Eles são conduzidos por um porta-estandarte que leva à frente a identificação da agremiação.

Os afoxés, por sua vez, são formados por brincantes fantasiados nas cores dos orixás, entoando cantigas em língua irorubá, com instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. O ritmo da dança na rua é o mesmo dos terreiros, bem como a melodia entoada. Os cantos são puxados em solo, por alguém de destaque no grupo, e são repetidos por todos, inclusive pelos instrumentistas. Antes da saída do grupo, há um ritual religioso, a exemplo da cerimônia do “padê de Exu”, feita antes dos ritos aos orixás numa festa de terreiro.


* Com informações da Secult-CE
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Publicado por Jornalismo

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