MST realiza passeata e ocupa Prefeitura Municipal de Icó

Uma manhã de protestos nas principais ruas de Icó. A semana começou com uma passeata realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra [MST], através do assentamentos Bom Lugar, Serra e Chico Mendes.

A manifestação, realizada pela manhã desta segunda-feira [24], conta com com a participação do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Icó [STTR], terminou em frente à Prefeitura Municipal de Icó [PMI], que foi ocupada pelos sindicalistas.

Na pauta de reivindicações, de acordo com participantes do movimento, estão a reforma agrária, impedir o fechamento de escolas dos assentamentos, em especial o retorno da Sede da unidade escolar do Assentamento Chico Mendes, construção e implantação de um posto de saúde, construção de uma passagem molhada e o diálogo com o prefeito municipal, Jaime Júnior [DEM]. 

Durante a ocupação da sede do Poder Executivo icoense, os manifestantes, entre eles o presidente do STTR, Lourival Teixeira, utilizaram da palavra para explicar as motivações do protesto e afirmaram que os pedidos foram entregues há um ano atrás e não foram atendidos. Logo após, parte do prédio do Palácio da Alforria foi coberta com um pano preto, simbolizando o luto. 

Logo após os protestos e ocupação, foi montado um acampamento em frente a Prefeitura Municipal e, segundo os manifestantes, os mesmos sairão apenas se a pauta for atendida. Os manifestantes estimaram em mais de 100 pessoas que participaram da manifestação, que  contou coma participação de professores municipais e de representantes do MST de outros locais.

REUNIÃO - Manifestantes trancaram com paus a porta principal e, de acordo com servidores municipais, que trabalham na sede do Palácio da Alforria, afirmaram que o movimento proibiu que os mesmos de entrarem ou saírem do Palácio da Alforria. Neste momento, os acessos estão liberados.

O chefe de Gabinete da Prefeitura, Manoel Guedes, foi autorizado a sair e o prefeito Jaime Júnior, que se encontrava no distrito de Lima Campos, chegou ao Palácio da Alforria para a reunião com as lideranças do movimento.

O prefeito afirmou que há o direito de reivindicação e realização de protesto, mas criticou o fato de lideranças terem impedido a saída e entrada de funcionários da Prefeitura. O ato foi classificado por um procurador do município como "cárcere privado".


* Com informações do blog do Fabrício Moreira, Zueira Nigth e blog Diário Centro -Sul/ Diário do Nordeste
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Publicado por Jornalismo

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