Ely Aguiar demonstra preocupação com aumento da criminalidade no Estado

Durante o primeiro expediente da sessão plenária da última sexta-feira [21], o deputado Ely Aguiar [PSDC] voltou a demonstrar preocupação com a falta de segurança no Ceará. 

Segundo ele, nestes três meses do ano foram registrados 782 homicídios. “São números de guerra. Isso é inaceitável em qualquer republiqueta de banana”, disse.

O parlamentar citou casos que vêm ocorrendo nos últimos dias, destacando o assassinato, na quarta-feira [19], de um acadêmico de Direito da Universidade Federal do Ceará [UFC], de 19 anos, abordado pelos assaltantes ao parar em um semáforo, na rua Professor Eribaldo Costa, no bairro Henrique Jorge. 

O deputado mencionou ainda a invasão, na quinta-feira [20], de bandidos ao Lar Torres de Melo, tradicional abrigo de idosos de Fortaleza, no bairro Jacarecanga. De acordo com Ely Aguiar, o valor levado era do pagamento da aposentadoria dos idosos do Lar.

“A situação é de desespero. É de calamidade pública em termos de segurança”, avaliou, relatando a realização, na semana passada, de uma blitz de bandidos na avenida Antônio Sales. “Eles paravam o carro e subtraíam os pertences das pessoas”, narrou. 

Ely Aguiar criticou ainda a falta de valorização do efetivo policial, com os baixos salários. “Um salário de fome”, definiu. O parlamentar destacou que a condição salarial de delegados muito melhorou, “mas a do agente e escrivão ficou a ver navios”.

O deputado disse que apresentou na Casa projetos relacionados à segurança e que enfrentam dificuldade para serem acatados pelo Governo do Estado. Um dos projetos propõe criar um novo batalhão. “O que vemos é porteira aberta”, exemplificou.

“Não podemos calar diante da calamidade pública. Fortaleza é a sétima cidade mais violenta do mundo. É adolescente a serviço do crime organizado e ninguém tem coragem de mexer na maioridade penal. Não aceitamos mais isso”, afirmou. Segundo o deputado, a situação do menor é diferente em países como os Estados Unidos, França e Cuba.

Ely Aguiar defende que o Governo do Estado peça ajuda das Forças Armadas no policiamento, uma vez que foram disponibilizadas tropas federais para fazer reforço policial ao redor dos estádios durante a Copa. “O Governo do Estado poderia mandar oficio pedindo 500 soldados”, assinalou.

Em aparte, o deputado Carlomano Marques [PMDB] disse que “a questão da redução da maioridade penal está sempre por trás da porta porque ninguém tem coragem de dizer o que deve ser feito”. Para o parlamentar, crimes como o que levou à morte do estudante de Direito deveriam ter uma legislação dura. “Enquanto o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) vigorar, estaremos nas mãos dos bandidos”, acrescentou.

O deputado Manoel Duca [Pros] afirmou que hoje a saúde e a segurança são os vetores que mais preocupam a sociedade. Mesmo reconhecendo a dedicação do secretário de Segurança Pública do Ceará, Servilho Paiva, na tentativa de diminuir a criminalidade, ressaltou a falta de “meios” para solucionar o problema. O deputado Fernando Hugo [SDD] apoiou o discurso, defendendo que os menores sejam punidos por práticas criminosas. Para ele, “bandido menor tem que ser tratado como bandido maior”.


* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa
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Publicado por Jornalismo

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