Bolsa Família ainda é uma política de governo‏

Ao invés de criticar o programa oposição deveria apresentar emenda constitucional para transformá-lo numa política de Estado. Assim, acabar-se-ia com a exploração política por esse e qualquer outro governo.

Alguns dados assustam e revelam muito do que acontece no Brasil e encobrem as discussões que poderiam está na ordem do dia mas não animam a tanta gente comentar por não fazer parte de suas preocupações diárias, mas outras coisas irrelevantes que não afetam a elas, pelo contrário até as beneficiam, mexem com seus brios e as impelem a vomitar preconceito em direção a uma parcela de nossa sociedade extremamente vulnerável. 

Por exemplo, um dos esportes favoritos da elite ignorante desse país é achacar o beneficiário do bolsa família, tratando-o como um vagabundo oportunista que ao invés de trabalhar vive na malemolência as custas do governo, como se 70 ou 120 reais fosse um dinheirão e desse para cobrir a todas necessidades de uma família.

Este discurso fascista que vem do topo da escala social é repetido por setores da classe média acostumados a viver de sonegar impostos e perpassa para um segmento da população que está abaixo vários degraus mas ainda assim se apropria igualmente da falácia de que o programa do bolsa família é um estímulo a vadiagem. 

Ninguém quer viver desses recursos somente, todos porém têm uma opinião bastante peculiar contra e/ou favor do bolsa família. 

Não fossem os programas sociais do governo e o bolsa família se destaca, agora mesmo estaríamos revendo as invasões de hordas famélicas em busca de alimentos nas cidades do Nordeste em resultado da mais cruel seca que castiga a região nos últimos 50 anos. 

A execução dos programas sociais do governo, impedem que a ordem seja quebrada e o comércio invadido e depredado por retirantes em busca de comida. Isso ninguém destaca. Sabem criticar os programas do governo pelo viés errado.

Agora que ficou mais do que patente a importância do bolsa família, diante da correria verificada aos terminais eletrônicos da Caixa Federal, em razão de boatos que diziam que o programa do Bolsa Família seria encerrado definitivamente, descobrimos que esta política pública, não é uma política pública de Estado, mas de governo. Assim sendo qualquer governo que assumir a presidência da república com uma canetada e sem consultar o congresso pode extinguir o Bolsa Família, sem ter que prestar contas a seu ninguém. 

O que a oposição deveria fazer, ao invés de reclamar que o governo faz uma exploração política do programa, o que é verdadeiro e justo até, já que o governo atual é o responsável pela ampliação e universalização desse programa, era enviar para o congresso uma emenda constitucional para ser aprovada, transformando o bolsa família numa política de Estado, de modo que só pudesse ser alterado com  quórum constitucional, assim governo nenhum faria mais exploração política do programa Bolsa família porque ficaria estabelecido que o Bolsa Família é um programa previsto na constituição e não de governo A ou B. 

Antes de criticar o programa do Bolsa Família veja alguns dados que mostram que esse programa não é tão caro como dizem. Neste ano fiscal de 2013 o governo vai investir 23,9 bi no Bolsa família. A corrupção por ano tem um custo de 50 bi.

Só com a perda de produtividade anual provocadas por fraudes públicas consome-se 3,5 bi por ano de acordo com levantamento da FGV.

Outros dados nessa linha como comparativo são desnecessários para demonstrar que o governo investe pouco no Bolsa família e poderia ampliar o programa em direção au aumento dos valores recebidos pelos beneficiários. Seria mais dinheiro movimentando a economia e gerando emprego e renda.


* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira
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Publicado por Jornalismo

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