O recital "Ikó - Fé, Terra e Sangue"

Um evento especial e o homenageado é o Icó. Assim será o recital "Ikó - Fé, Terra e Sangue", idealizado, dirigido e produzido pelo artista Daniel Bruno Martins, mais conhecido por "Bruno Kaoss".

Todas as informações e destalhes deste evento, que movimentará o final de ano em Icó, mais precisamente no dia 17 de dezembro, no Teatro da Ribeira dos Icós, trazemos abaixo.

Melhor palco não há e a certeza é de uma homenagem desde os índios Icós, verdadeiros donos destas terras, aos dias de hoje e a "icoensidade". Também fazem parte deste evento o teatrólogo Benedito "Bené" Tavares, o historiador Altino Afonso e o artista Pedro Alex.


O RECITAL


POEMA DE ABERTURA

Numa planície arenosa,
Velado pelas estrelas,
Nasceu tão formosa,
Do sertão é princesa.
De uma capela erguida,
Pátria já florescida,
Esta cidade amada,
Por que foi esquecida?


1ª Música: HOMENS DO SÃO FRANCISCO
Instrumentação: Percussão, Teclados, Trompete e Trombone

A colonização das terras do Icó data do final do século XVII e início do século XVIII. Os primeiros colonizadores da cidade eram conhecidos como "Os Homens do São Francisco", que faziam parte de uma das frentes de ocupação do território cearense, a do "sertão-de-dentro", que serviu para tentar ocupar todo o interior cearense.

Em 1682 o Capitão Bartolomeu Nabo de Correia e mais 40 homens chegam ao Icó e dão início à povoação conhecida como "Arraial Novo". Famílias se instalaram através das Sesmarias e assim surgem dois povoados às margens do Rio Salgado: o "Icó de Baixo" e o "Icó de Cima".

Ambos os povoados dominados pelos membros das famílias Fonseca e Monte. Devido às constantes inundações, o povoado que prevaleceu foi o "Icó de Cima". Tanto na fase de descobrimento quanto na de assentamento, os conflitos com os índios foram constantes.

Nesta guerra foram mortos indígenas sem número, em nome da caridade cristã, porque eles não queriam aceitar a catequese e a civilização do velho mundo, que acabou com os que se recolheram às aldeias, sendo perseguidos e caçados como feras nas brenhas, massacrados como formigas sem nenhuma piedade, não importava se fosse uma criança ou um velho doente, os poucos que conseguiram escapar foram mortos pelas doenças e outras epidemias importadas da Europa. Muitos deles foram escravizados, como consta e em alguns inventários, ou simplesmente morreram de fome.

Por fim, quase todas as tribos que habitavam o Ceará desapareceram completamente, ou pela perseguição dos invasores ou pelos efeitos da civilização que não convinha à sua natureza, achando o homem branco ser superior aos verdadeiros donos desta terra.



2ª Música: ALMA MATER
Instrumental: Voz, Flauta e Violão

Se os Índios do Ceará tinham idéias religiosas, eram estas muito confusas, e não se manifestavam por demonstração alguma de cultos. Seus Pajés, espécie de sacerdotes, ao mesmo tempo feiticeiros e curandeiros, eram de muita confiança dos índios.

Os mais espertos tinham torcido o cristianismo ao seu jeito, e anunciavam que do mesmo modo que Deus havia encarnado em uma mulher branca, havia também de um dia encarnar no ventre de uma índia, e então a raça regenerada iria prevalecer aos brancos e lançá-los para fora de deus domínios. Achavam que no centro da terra existiam aldeias, para onde iam seus mortos viver na abundância e no descanso.

A vida dos índios do Ikó era muito simples, tomavam o seu alimento onde quer que o encontrassem, quando ali acabava mudava-se para outros campos com mais abundância de comida. Entregavam-se a agricultura e cultivavam a mandioca, com que se fazia massa de farinha, e com os sucos desta raiz, bebidas fermentadas.

Cultivavam igualmente a banana e outras raízes alimentícias. Suas cabanas eram feitas de ramagem ou de folhas de palmeiras, reuniam-se em aldeias, muitas vezes cercadas por muralhas feitas de terra, madeira e estacas, por vezes faziam fossos, a fim de deter os inimigos da tribo, os índios nasciam da terra, eram criados na terra, comiam e vivam pela terra que amavam, a terra para eles era a sua mãe criadora.



3ª Música: O VALENTE
Instrumental: Voz e Piano

Naquele mundo cheio de pedras, serras semi-áridas, garranchos, vales e rios secos ou sazonais, era habitado por gente de grande resistência, alegre, feliz, amiga e hospitaleira, indígenas reuniam-se e preparavam suas festas, geralmente no período da colheita, executando seus ritos selvagens, através da bebida, comida e também da antropofagia com respeito e admiração pelos seus valores humanos vivos e mortos.

Naqueles tempos a ribeira por vezes ficava com muita água que vazada do Rio Salgado, a qual fazia um espelho no grande largo sob a claridade da lua, deixando o clima frio e uma brisa que refrescava e assanhava os longos cabelos dos índios e levantava as folhas que cobriam o corpo das mulheres. Nesta época não seria difícil de ter acontecido lindas histórias de amor.

Mas para as vastidões de terras que se perdiam no horizonte, vieram dos mares conquistadores, que deslumbravam e desbravavam o país, mostrando aos índios toda a sua riqueza, beleza... e destruição.



4ª Música: MATA ENCANTADA
Instrumental: Trompete, Trombone, Sax Alto, Sax Tenor, Sanfona e Percussão

Nas margens do Rio Salgado crescia o Arraial Novo, como ponto de parada para a atividade comercial dos que iam e vinham do litoral para o Cariri, pólo centralizador do Ceará Colonial. O Icó se tornara um encontro de muitos caminhos. Icó era o mais ativo centro de abastecimento de todo aquele vasto rincão.

Em pouco tempo, o Arraial era tão próspero que a Ordem Régia de 17 de outubro de 1735 o transformou em vila, instalada solenemente a 04 de maio de 1738. Em 1742, dado o seu ritmo de progresso e à importância vital para os objetivos colonizadores da Coroa Portuguesa, Icó tornou-se sede de uma tropa, tendo como Capitão-Mor de Ordenanças, Bento da Silva Oliveira.

Icó cresceu em meio aquelas matas cheias de mistérios, entre as serras do centro sul do estado cearense, matas estas que guardavam vidas incontáveis e que era o sustento do povo sertanista, mas a mata tinha o seu lado cruel quando teimava em não crescer com a estiagem, mas era uma mata que trazia segredos, história, vida, sol e terra, enfim era uma mata encantada.



5ª Música: PEDRO THÉBERGE
Instrumental: Voz e Violão

Pedro Franklin Theberge nasceu em Marcé, França, em 1811. Formado em Medicina pela Universidade de Paris, em 1837. No ano seguinte, Dr. Theberge muda-se para o Recife, Brasil, com sua esposa Maria Elisa Soulé Theberge e seu filho Henrique Theberge. Em 1841 ajuda a fundar a Sociedade de Medicina de Pernambuco.

Em 1845 passa a residir no Icó, florescente cidade cearense. Icó, Sobral e Aracati representavam, na época, os três principais centros comerciais e de serviços do Estado, onde o Icó possuía uma localização estratégica na rota das boiadas e comércio da carne salgada, do Centro-Sul do Estado, inclusive da Paraíba.

O Icó tinha uma população estimada em 15.000 habitantes e seu território incluía Orós e era influenciada politicamente pelas famílias Dias, Duarte Brandão, Pinto Nogueira e Carneiro Monteiro.

Pedro Theberge passa a dedicar-se ao atendimento dos habitantes da imensa região do Salgado e parte do Jaguaribe. Atendia com presteza e proficiência. Estudava e escrevia, passando também a ser um importante historiador do Ceará, anotando tudo o que via e o que lia.

Em 1860 Pedro Theberge com a ajuda de seu filho Henrique, engenheiro, idealiza e financia o 1° teatro do Ceará. Não podemos deixar de destacar o carinho que Pedro Theberge possuía pelo Icó. Construiu com recursos próprios um teatro, um bem para a coletividade e algo inédito para os cearenses na época.

Em 1862, já possuidor de imensa bagagem de documentos, conclui o seu livro “Esboço Histórico sobre a Província do Ceará”, livro que só foi publicado em 1869 por seu filho Henrique Theberge.

No dia 08 de maio de 1864, Dr. Pedro Franklin Theberge morria no Icó aos 53 anos, cidade que escolheu para viver e nela permaneceu durante 18 anos. Seus restos mortais foram levados para a Igreja Senhor do Bonfim a pedido de seu filho em 1872, foi colocada a lápide com os dizeres: “Aqui jaz os restos mortais do Doutor Pedro Theberge, que como viesse da França para o Brasil, tornou-se querido e aceito por todos. Por isso sempre dizia, sou francês de nascimento, porém brasileiro de coração.”



6ª Música: CORDEIRO DE DEUS
Instrumental: Flautas, Violão, Trombone, Trompete e Saxofone Tenor

Após lutas sangrentas entre sesmeiros, colonizadores e indígenas, o Padre João de Matos Serra, Prefeito das Missões Jesuíticas no Ceará, obteve a pacificação.

O povoamento e o desenvolvimento da região muito ficaram devendo às famílias Monte e Feitosa, que desfrutavam então de grande prestígio e dominavam vastas áreas do território.

Segundo a lenda existia uma rixa entre os Montes e Feitosas devido ao domínio de terras, Francisco de Monte conseguiu as terras através das Sesmarias e devido ao tamanho da propriedade não tinha como cuidá-las, então os Feitosas se apossaram, daí surge uma grande intriga entre as famílias que foi uma das batalhas mais sangrentas entre famílias no ceará, uma guerra quase sécular, passando de pai para filho, diz a lenda que no meio desta guerra os Feitosas matam a filha dos Montes e ergue uma pequena capela que servia de tumulo para a pobre criança que mais tarde se tornaria a Igreja de Nossa Senhora da Expectação, padroeira da cidade, erguida em meados do século XVIII.

O Século XIX caracterizou-se ao seu final por crises entre a Igreja e o Estado, como também uma mudança eclesiástica rumo à Moralização dos Costumes, iniciando-se um processo designado de Romanização. Assim, o culto a N.S. da Expectação sofre um declínio. Milagrosamente Icó permaneceu com sua padroeira até hoje.

Senhora da Expectação Vós que sois Maria prestes a dar a luz a Jesus Cristo “O Cordeiro de Deus”, a Luz dos Céus, aquele que tira o pecado do Mundo, O Salvador e Messias esperado por toda a humanidade.

Vós que sois a Mulher do Magnificat, que acolhe os pobres e dispersa os soberbos de mãos vazias. Vós que sois a grande Mulher do Apocalipse, vestida de Sol e que destrói o mal pelo poder de Deus Misericordioso. Afasta do Icó, ó Mãe de Jesus e Senhora da Esperança, todo o mal. E dai-nos, ó Mãe, a conversão necessária para sabermos viver em comunhão com os demais irmãos!



7ª Música: HINO AO SR. DO BONFIM
Instrumental: Flauta, Clarinete, Violão, Trombone, Trompete, Teclado e Baixo.

A partir da grande seca de 1877 a epidemia de cólera-morbo praticamente dizimou toda a população, a cidade entrou em declínio, jamais recuperando o seu grandioso desenvolvimento, cedendo sua posição de liderança a outras cidades mais jovens.

Mas o povo vaidoso do Icó nunca perdeu a sua fé, esta fé que é demonstra em devoção e amor a religião.

Há uma lenda a cerca da devoção do povo icoense ao Sr. oo Bonfim, diz a lenda que um dos revolucionários da Confederação do Equador, condenado ao fuzilamento em Icó, foi Antônio Pluma, conhecido como “Pau Brasil”. Ao ser levado para a frente do pelotão, ele resiste. Os soldados amarram-no a uma cadeira, põem-lhe o capuz.

Ao ouvir a ordem de disparo, ele grita: “Valei-me Senhor do Bonfim”. Nenhum tiro lhe acerta, os soldados então preparam a segunda carga. Ele repete o grito de socorro e sai vivo. Os soldados recarregam e atiram de novo, Pluma invoca novamente o Cristo Crucificado: “Valei-me Senhor do Bonfim”, alguns tiros pegam de raspão, mas ele sai ileso. Os soldados se preparam param uma nova carga.

O povo que assistia ao fuzilamento corre e abraça Pluma, impedindo o fuzilamento. Ele é carregado para a Igreja Senhor do Bonfim, que fica a cerca de 200 metros da Casa de Câmara e Cadeia e não é mais importunado.

Conta à tradição que a imagem do Sr. Do Bonfim foi elaborada em Portugal, pelo mesmo artista que confeccionou a imagem do Senhor do Bonfim da Bahia. As imagens teriam sido, por engano, trocadas, de forma que a imagem que está na Basílica do Senhor do Bonfim, em Salvador, seria a destinada a Icó, no Ceará, e a que se encontra em Icó seria a destinada a Salvador.

O novenário em louvor ao Senhor do Bonfim é uma das mais antigas festas religiosas do Ceará. As celebrações prosseguem de dezembro até 1º de Janeiro, quando há a tradicional procissão pelo centro histórico, queima de fogos e bênção do Santíssimo Sacramento e o encerramento da procissão.

"As casas são quase todas térreas, e a rua que tem mais sobrados é a do comércio, rua larga, e quase direita e onde há as melhores casas de negócios, não é calçada, mas as casas são bordadas de passeios largos e altos, de tijolos, ou pedras irregulares, esta é a rua principal da cidade... Naqueles dias a cidade do Icó era o maior empório comercial e social do centro da Província... meia dúzia de sobrados revestidos de azulejos, plantados no meio da casario chato e pesadão, envaidecia os icoenses e pasmava os simplórios sertanejos."

Francisco Freire Alemão - Chefe da Comissão Científica de Exploração, que percorreu o Ceará em 1859.



POEMA DE ENCERRAMENTO

Icó, cidade de fala mansa
Uma viola na música dança
O pássaro que busca encontrar
No ceio da terra encostar
Sinfonia de lendas contadas
O lugar da terra manchada
O sangue de Índios esconde
Com medo a alma açoitada
A brisa que vem afagar
Os dias de sol forte
Com noites de chuva a sonhar
Icó, nasço e morro aqui
Vendo meu povo a sorrir
Sonhando a glória encontrar



CONSIDERAÇÕES FINAIS - Fica aqui registrado então o meu amor pela história e tradição da nossa terra, por muitos abandonada, mas nunca esquecida. Viverá para sempre em meu coração a história da nossa princesa do sertão. (De Bruno Kaoss)



FICHA TÉCNICA

ESCRITO, DIRIGIDO E PRODUZIDO por Daniel Bruno B. Martins

TEXTO FINAL - Altino Afonso Medeiros

ARRANJOS - Pedro Alex, Eugênio Gouveia, Matheus Dantas, João Marcos, Salatiel Viana, Matheus Holanda, José Marcos, Jessé Nunes, Bruno Ferreira, Jônatas Weima e Bonfim Estevão.

DIREÇÃO DE ENSAIOS - Pedro Alex, Eugênio Gouveia, Matheus Dantas, João Marcos, Salatiel Viana, Matheus Holanda, José Marcos, Jessé Nunes, Bruno Ferreira, Jônatas Weima e Bonfim Estevão.

CONCEPÇÃO CENICA - Benedito Tavares (Bené)

PERSONAGENS - Índios: Alexssandro e Marília.

MÚSICOS - Professores: Pedro Alex (Teclado), Eugênio Gouveia (Sanfona), Matheus Dantas (Baixo), João Marcos (Violão), Salatiel Viana (Bateria), Matheus Holanda (Percussão), José Marcos (Piano e Teclado), Jessé Nunes (Canto), Bruno Ferreira (Madeiras), Jônatas Weima (Flautas) e Bonfim Estevão (Metais).

ALUNOS CONVIDADOS - Flauta Soprano: Vitória Brisa e Pedro Vinicius. Flauta Contrato: Ana Caroline e Vinicius Gonçalves. Flauta Tenor: Douglas. Flauta Baixo: Vitor Hugo. Trombone: Arthur Oliveira e Leurivan Bernardino. Trompete: Raul Oliveira e Francisco Leandro. Violão: Claudenir Pereira, Josenilda Faustino, Neusa Araújo e Sergiano.

MÚSICOS CONVIDADOS - Violonista Gilberto Brito, Trompetista Edibergon Varela, Barítono Wellington Carneiro, Contralto Kátia Cilene e Tenorino Jonny Wood.

REALIZAÇÃO - Núcleo de Música Sobrado Canela Preta 2010

IMPRESSÕES - Stampa Bazar e Papelaria

APOIO CULTURAL
Secretria Municipal de Cultura e Turismo de Icó
Secretaria Municipal de Educação de Icó
Prefeitura Municipal de Icó

PRODUÇÃO - Associação Cultural e Artística Icoense - ACAI

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Secretário Municipal de Educação Getúlio Oliveira
Secretária Municipal de Cultura e Turismo Jequélia Alcântara
Historiador Altino Afonso
Presidente do Fórum de Cultura e Turismo da Região Vando Rodrigues
Arquiteto Ramiro Teles
Jornal Notícias do Vale - Folha do Salgado
Blogs e Sites: Icó Cultural, Icó Nacional e Icó é Notícia
A todos os alunos, pais e funcionários do Núcleo de Música Sobrado Canela Preta

DEDICATÓRIA - Dedico este trabalho a minha família que deu a base para que eu pudesse realizar tal empreitada, por agüentar noites em claro e fins de semanas perdidos para que pudesse compor este recital, a vocês dedico esta obra, a vocês dedico a minha vida.

Aos amigos e colegas de trabalho que sem eles nada teria sido feito, obrigado por me agüentar falando horas e horas, vocês foram o meu primeiro público.

Ao Sr. Altino Afonso Medeiros, que por diversas vezes me ajudou a fazer uma pesquisa concisa e baseada em informações concretas sobre a nossa terra, Altino Afonso é um espelho de dedicação e amor por Icó, assim como ele muitos deviam ser.

Ao nosso querido e eterno Tio Miguel, Professor Miguel Porfírio de Lima, que foi a minha verdadeira fonte de inspiração para a realização deste trabalho, você caro amigo, foi quem abriu meus olhos para as belezas da princesa dos sertões, os seus livros e a sua amizade foram riquezas que jamais em lugar algum encontrei.

E por fim, ao Pedro Franklin Théberge, que pra mim foi o único e verdadeiro amante de nossa terra, como gostaria de ver nossos representantes com a mesma força de vontade e amor pelo nosso lugar. Foi aqui que escolheu viver e morrer, e por isso eu sou muito grato, obrigado.


”União não é apenas ‘estar junto’ ou apoiar-se uns aos outros.
A verdadeira união está na luta conjunta de indivíduos corajosos
que partilham e colocam em ação o espírito de levantar-se só. “

Daisaku Ikeda
(Presidente da Sokka Gakai Internacional)


NAM-MYOHO-RENGUE-KYO



FONTE DE PESQUISA BIBLIOGRAFIA

* Arquivos Pessoais do Professor e Historiador Altino Afonso Medeiros;

* Livros: Icó em Fatos e Memórias Vol. I e II (Miguel Porfírio de Lima);

* Esboço Histórico Sobre a Província do Ceará Vol I e II (Pedro Franklin Théberge);

* Anais do II Encontro Internacional de História Colonial - Os Índios Tapuias do Cariri Paraibano no Período Colonial: Ocupação e Dispersão (Adriana Machado Pimentel de Oliveira Kraisch);

* Anais do II Encontro Internacional de História Colonial - Jesuítas: Religiosos ou Prospectores? Uma análise da relação entre a presença Jesuítica e as estratégias de colonização na capitania do Rio Grande (Anderson Bispo de Farias);

* Uma Princesa “Tombada” às Margens do Rio Salgado - Dinâmica urbana e ações preservacionistas na cidade de Icó, CE (José Clewton do Nascimento);

* Índios do Nordeste - Levantamento sobre os Remanescentes Tribais (Robert E. Meader);

* A música no Brasil Colonial Anterior à Chegada da Corte de D. João VI (Harry Crowl);

* Carta da Capitania do Ceará (Antônio José da Silva Paulet - 1818);

* Do conhecimento Físico e Moral dos Povos: Iconografia e Taxionomia na Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira (Ronald Raminelli);

* História - A música Popular: Resistência e Registro – Módulo 4 (Kátia Maria Abud e Raquel Glezer);

* As Irmandades Religiosas do Ceará Provincial – Apontamentos para a sua História (Eduardo Campos);

* KAGMA TI EG KÃ KI: Um Estudo Panorâmico Sobre a Música dos Índios Kaingang da T.I. Xapecó (Paola Andrade Gibram);

* Os Tupis e os Tapuias de Eckhout: O Declínio da Imagem Renascentista do Índio (Yobenj Aucardo Chicangana-Bayona);

* A Viagem de Patroni pelas Províncias Brasileiras Vol. I, II, III e IV (Filippe Alberto Patroni Martins Maciel Parente);

* O Cancioneiro Ibérico em José de Anchieta: Um Enfoque Musicológico (Rogério Budasz);

* DICIONÁRIO – Vocabulário Tupi-Guarani;

* A Rebelião de 1713 (Carlos Studart Filho);

* História da Teoria Musical no Brasil Colonial: O Códice Franciscano Mítia Ganade D’Acol – Departamento de Música de Ribeirão Preto – ECA (Universidade de São Paulo);

* As Tribus Indigenas do Ceará (Carlos Pereira Studart);

* Bem-Vindo ao Reino do Louro e da Peixada (José Mapurunga);

* Icó, Ceará, Histórico, Gentílico, Formação Administrativa e Alteração Toponímica (Arquivo do Site do IBGE);

* Arquivos do IPHAN (Fortaleza, Ceará);

* Uma História de Cantares de Sion na Terra dos Brasis: A Música na Atuação dos Jesuítas na América Portuguesa (Marcos Tadeu Holler – UDESC / UNICAMP) Vol. I e II;

* Música Pré-Barroca Luso-Americana: O Grupo de Mogi das Cruzes - Departamento de Artes da UFPr, Revista Eletrônica de Musicologia (Jaelson Trindade / Paulo Castagna);

* BIOGRAFIA - O Descobridor do Brasil (Claude Lévi-Strauss);

* Geographia do Ceará (Barão de Studart);

* Documentos Cartoriais de Icó, Ceará (Arquivo da Biblioteca Pública de Icó);

* À Margem da História do Ceará – Gustavo Barroso;

* Tradição Oral.

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