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sábado, 21 de novembro de 2009

Apagão elétrico *

Há muito tempo a chamada grande imprensa deixou de lado seu papel social de informar, para defender posições politicas afeitas a um segmento partidário, que teve seu projeto rejeitado pelo voto nas últimas eleições presidenciais.

Ao ganhar uma eleição, aquele que assumiu o posto máximo do executivo não é mais candidato de um partido, mas o comandante em chefe da nação que tem a obrigação de tratar os assuntos de estado de forma republicana.

Por mais dificil que seja desvincunlar-se dos interesses de uma agremiação partidária, o chefe do executivo deve sempre procurar buscar o que é melhor para o país, independentemente de posições que desagradem grandes grupos econômicos.

Não se discutem mais os problemas do Brasil tecnicamente. Sempre há certo viés politico que pende para uma discussão vazia que se baseia em mero maniqueísmo. A verdade é que as ações ou omissões do atual governo transformaram-se em uma fábrica de escândalos sem fim, tendo a achamada grande imprensa no eixo Rio-São Paulo, como protagonista da cena politica, usurpando o papel que de direito cabe a oposição.

Esta, sim, deveria apresentar um contraponto, apontar uma alternativa. Chegamos ao cúmulo de ler editoriais de jornais como a folha de são paulo, o estado de são paulo e o globo de hoje, fustigando o provovável candidato da oposição as eleições presidenciais do próximo ano, simplesmente porque , no entender destes jornalões, ainda não explorou,com a força necessária, o episódio do apagão como ferramenta politica para desgastar o atual governo.

Poucos anos atrás passamos pelo drama de um racionamento de energia, em função de não ter havido planejamento estratégico em um setor vital para o desenvolvimento econômico do pais. Quem pagou a conta? os mesmo de sempre: o povo. Basta dizer que o prejuizo, segundo o tcu, foi mais de quarenta e cinco bilhões de reais.

Recentemente o mesmo tcu descobriu um erro na metodologia nos cálculos tarifários que resultaram em uma cobrança indevida de mais de um bilhão de reais que foram parar nos caixas das concessionárias. A imprensa divulgou o fato, mas perdeu a oportunidade de discutir o papel da Aneel e por extensão das demais agências reguladoras que mais parece estar a serviço das concessoinárias do que do consumidor.

Os esqueletos do governo passado ficam bem escondidinhos, do atual vão à pauta, num verdadeiro e interminável frenesi, buscando uma cartase coletiva que só existe nas paginas impressas destes jornais.

Não é sem razão que o ex-presidente de Portugal, em recente visita ao Brasil, ficou perplexo com o catastrofísmo de nossa mídia e disse que não entendia esse sentimento de pessimismo midiático interno, quando na europa a visão que se tem do Brasil é completamente oposta. Ainda sobre essa questão do apagão, o que se tem de concreto é que há energia para garantir um crescimento sustentável de nosso pais nos próximos cinco anos, mesmo que a quadra invernosa seja completamente desfavorável.

Ademais, ainda que todos os investimentos sejam feitos no setor elétrico, todas precauções sejam tomadas, é humanamente impossível impedir que as intempéries da natureza ou mesmo falhas humanas impeçam aqui ou alhures um blecaute. Com relação a um racionamento de energia é diferente.

É possível evitá-lo, basta fazer os investimentos necessários, tais como construir novas hidrelétricas, como as que integram o complexo do rio madeira e que tem juntas capacidade de produzir 6.450 megawatts, dardanelos, MT, mauá, Pr, cambuci, Rj, barra do pomba, Rj, e mais treze outras usinas, cada uma das quais com capacidade de gerar 2800 MW, apartir de 2010, conforme anunciado recentemente pelo ministro Nelson Hubner das minas e energia.
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* Texto escrito e enviado por Kid Jansen de Alencar Moreira Jansen

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